Sabe quando você devora o livro? Foi bem isso que aconteceu quando eu li Eleanor e Park. Devorei. Li em quatro dias, demorei mais pra desapegar do livro do que pra ler. E é o primeiro livro da Rainbow Rowell que eu leio, fiquei mais louca ainda pra ler os outros.
A história se passa em 1986, eu não tava nem nascida! E pra levar a gente pra esse tempo Rainbow usa várias músicas, The Smiths, U2, The Cure, Beatles, ela fez até playlist no spotify e no blog dela. E referência do mundo pop, que a gente tanto ama né?
Eleanor é uma garota grande, ruiva e maravilhosa. Ela é uma das minhas personagens favoritas, por que ela é fora da caixinha padrão sabe? Com uma família grande e problematica, com roupa de menino e com letras de música que ela gostaria de conhecer escritas pelo caderno. Essa é a Eleanor. Enquanto eu lia o livro eu me senti extremamente próxima dela, quase uma amiga mesmo, a gente dividia certos receios.
Park, um descendente de coreano que adora quadrinhos, tem uma coleção de fitas e quer aprender a dirigir o carro. Só pra não ir mais pra escola naquele ônibus escolar amarelo, que a gente sempre teve vontade de pegar. Me senti amiga do Park também, a gente super teria papos sobre x-men e suas teorias.
Pra mim o maior ponto positivo é o caminhar da história sabe? Não é aquela coisa de amor a primeira vista, aquele bateu gostou. Na verdade os dois foram até meio ranziza no começo. Os capítulos são intercalados, um da Eleanor e um do Park. O que eu adoro, pra mim fica mais fácil de conhecer os personagens sabe? De saber o que eles estão pensando, por que estão pensando, o que estão passando e de onde tão surgindo os sentimentos.
Eleanor e Park se gostam independente de tudo. Independente das roupas que ela usa, independente se ele é baixinho demais. Se o padrasto dela é um louco (certas horas tive até aflição), ou se a mãe dele pega no pé dela. Independente de o que todo mundo no colégio pensa.
Pra quem ainda não leu tudo o que eu digo é: corra pra ler, sério. É um livro maravilhoso, e com um final que eu fiquei de boca aberta.
- segunda-feira, março 02, 2015
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